Os preparativos para a Copa do Mundo FIFA 2026 entram em fase crítica enquanto as 16 cidades-sede em três países aceleram seus cronogramas de infraestrutura de transporte. Uma análise detalhada do Eno Center for Transportation, publicada recentemente, alerta que muitas metrópoles ainda enfrentam desafios significativos para交付ar sistemas de mobilidade prontos para o maior evento esportivo da história.
A edição de 2026 marcará um marco histórico: pela primeira vez, três nações co-organizarão uma Copa do Mundo, com 48 equipes competindo em 104 partidas distribuídas por estádios que se estendem de Vancouver, no Canadá, até a Cidade do México. Estima-se que o torneio attirará mais de cinco milhões de espectadores presencialmente, com um público televisivo global superior a três bilhões de pessoas.
O relatório “Gol ou Erro? Investimentos das Cidades-Sede em Infraestrutura de Trânsito para a Copa do Mundo 2026” examina detalhadamente os compromissos de capital anunciados por cada cidade-sede. Entre as situações mais favoráveis, Los Angeles destaca-se com a expansão do Metro Rail até o SoFi Stadium, onde serão realizadas partidas decisivas, incluindo a grande final. O projeto, avaliado em aproximadamente 8,5 bilhões de dólares, inclui novas estações e extensão de linhas que sollen conectar diretamente o centro da cidade ao principal palco do torneio.
Na Costa Oeste, Seattle igualmente apresenta progresso consistente com o programa Sound Transit 3, que adiciona 20 quilômetros de trilhos e novas estações à rede de luz sobre trilhos. A cidade receberá seis jogos e espera receber centenas de milhares de torcedores durante o torneio.
No entanto, a análise do Eno Center revela disparidades preocupantes. Dallas, que receberá sete partidas — incluindo um provável confronto das oitavas de final — depende heavily do Dallas Area Rapid Transit (DART), cujo sistema ainda carece de conexões diretas com o AT&T Stadium, em Arlington. O complexo Estadio Cowboys, palco das partidas, exige deslocamentos de aproximadamente 45 minutos por ônibus a partir das estações de trem mais próximas.
Nueva York e Nova Jersey apresentam um cenário mais complexo. O projeto Gateway, que inclui a construção de um túnel sob o Rio Hudson e a reformulação da Penn Station, enfrenta atrasos cronológicos e questionamentos sobre financiamento. A região receberá partidas no MetLife Stadium, em East Rutherford, acessível primarily pelo trem da NJ Transit e ônibus, com capacidade limitada para absorver picos de demanda superiores a 80 mil torcedores simultâneos.
A perspectiva brasileira no torneio adiciona camadas de complexidade logística. Com a Seleção Brasileira entre as favoritos ao título — conforme inúmeras reportagens da Globo Esporte — milhares de torcedores do país planejam viajar para os Estados Unidos. As rotas aéreas saindo de São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais brasileiras para aeroportos como Newark, Atlanta e Miami deberán processar volumes unprecedented de passageiros charter e comerciais durante as semanas do torneio.
Historicamente, Copas do Mundo em países com infraestrutura de transporte desenvolvida registraram fluxos mais eficientes de torcedores. A Copa de 2014 no Brasil, apesar das críticas aos cronogramas de inúmera obras, terminou com sistemas de BRT operando em diversas capitais-sede. Já a edição de 2022 no Qatar demonstrou que eventos compactos geograficamente permitem soluções de transporte mais centralizadas — um modelo que os organizadores norte-americanos não podem replicar devido à extensão territorial.
Na América do Norte, México apresenta situação relativamente consolidada. A Cidade do México, que receberá jogos no Estadio Azteca — o único estádio a sediar finais em duas Copas distintas —, opera há décadas com um sistema de metrô extensive e o projeto do Truck Rápido na Avenida Insurgentes, embora críticos apontem necessidades de manutenção e expansão.
Para torcedores sul-americanos, a experiência de assistir à Copa em território norte-americano incluirá adaptações significativas. Diferentemente do que ocorreu em torneios anteriores no continente, os deslocamentos entre cidades-sede para acompanhar equipes específicas serão consideravelmente mais complexos e custosos.
Os organizadores da FIFA estabeleceram prazos específicos para a certificação de infraestrutura de transporte das cidades-sede, com avaliações técnicas programadas para o primeiro semestre de 2026. Cidades que não demonstrarem capacidade operacional arriesgam ter partidas realocadas — uma possibilidade que adiciona pressão sobre planejadores municipais.
A análise do Eno Center conclui que, embora nenhuma cidade-sede enfrentarÁ um colapso total de mobilidade, várias regiões apresentarão puntos de estrangulamiento durante horários de pico. Recomendações incluem operação estendida de sistemas de transporte público durante dias de jogos, criação de corredores exclusivos para torcedores e coordenação interestadual para fluidéz do tráficoo.
O relógio corre. Com menos de dois anos até a abertura do torneo, as ciudades-sede têm uma janela reduzida para acelerar proyectos, testar sistemas e treinar equipes operacionais. O gol está no horizon — resta saber se os investimentos atuais serão suficientes para garantir que a bola role sem tropeções logísticos.