A expectativa em torno da condição física de Neymar para a Copa do Mundo de 2026 cresce a cada dia nos bastidores da Seleção Brasileira. O atacante, que voltou a vestir a camisa do Santos em 2025 após passagem pelo Al Hilal, enfrenta uma corrida contra o tempo para provar que está totalmente recuperado e pode integrar o elenco que buscará o hexa nos Estados Unidos, México e Canadá.
O camisa 10 da Seleção acumula em sua carreira um histórico preocupantemente extenso de lesões musculares e articulares. Desde sua transferência para o futebol europeu em 2013, Neymar já sofreu mais de 40 afastamentos por problemas físicos, segundo levantamento do portal Globoesporte. Apenas nos últimos cinco anos, foram pelo menos seis lesões graves que o tiraram de competições importantes, incluindo a ruptura ligamentar do tornozelo esquerdo sofrida em fevereiro de 2023, que o impediu de atuar por quase seis meses.
A última grande preocupação envolvendo o astro surgiu justamente durante a fase de classificação sul-americana para o Mundial. Neymar deixou o campo durante uma partida com visible dor, aumentando os alertas na comissão técnica comandada por Dorival Júnior. A CBF, através de sua assessoria de imprensa, afirmou em nota oficial que o jogador está sendo acompanhado diariamente pelo departamento médico, mas evitou cravar uma previsão de retorno definitivo.
O monitoramento da recuperação segue protocolos rigorosos. A Seleção Brasileira dispõe de um dos corpos médicos mais avançados do mundo, chefiado pelo Dr. Rodrigo Lasmar, que acompanha Neymar desde os tempos de Atlético-MG. A avaliação atual envolve testes de carga progressiva, simulações de situações reais de jogo e análise biomecânica dos movimentos do atacante para garantir que não haja riscos de reincidência.
“Do ponto de vista esportivo, perder Neymar seria como remover o motor de um carro de Fórmula 1”, comparou o comentarista esportivo e ex-jogador Ronaldo Friggi em entrevista à Rádio Globo. “Mas também precisamos pensar na saúde do atleta. Ele já carrega uma sequência enorme de lesões, e forçar um retorno precipitado pode comprometer não apenas a Copa, mas o restante de sua carreira.”
A história do futebol brasileiro registra casos emblemáticos de craques que entraram em mundiais sem estarem totalmente recuperados, com consequências por vezes catastróficas. Ronaldo Fenômeno chegou à Copa de 1998 em condições físicas precárias e, apesar de titular, não conseguiurender como esperado na final contra a França. Já em 2014, o próprio Neymar sofreu fratura na vértebra lombar nas quartas de final contra a Colômbia, ficando fora da semifinal histórica contra a Alemanha, que terminou com o traumático 7 a 1.
Atualmente, o atacante ocupa a segunda posição na lista de maiores goleadores da história da Seleção Brasileira, com 79 gols em 128 partidas, ficando atrás apenas de Pelé, que balançou as redes 77 vezes em 92 jogos. A média de participação em gols do camisa 10 supera um tento a cada duas partidas quando vestindo a amarelinha, números que evidenciam sua importância para o sistema ofensivo brasileiro.
No cenário doméstico, os torcedores do Santos acompanham a situação com ansiedade redobrada. O retorno do maior astro da história recente do clube ao Peixe representa uma tentativa de reencontrar a identidade após anos de crise financeira eadminitrativa. Ney, como é carinhosamente chamado, anotou 14 gols em 32 partidas desde sua volta ao Brasil, números respeitáveis, mas abaixo do ritmo esperado para um jogador de seu calibre.
A concorrência no ataque brasileiro, no entanto, oferece alternativas consistentes. Jogadores como Vinícius Júnior, que se consolidou como um dos melhores atacantes do mundo no Real Madrid, e Endrick, jovem promessa do Palmeiras, apresentam performances que poderiam suprir eventual ausência do companheiro mais experiente. Rodri, do Manchester City, também demonstra evolução constante, enquanto Raphinha, com suas atuações consistentes no Barcelona, surge como opção de confiança para o banco.
A tensão surrounding Neymar se torna ainda mais relevante quando considerada a pressão sobre Dorival Júnior, que assumiu o comando da Seleção em 2024. O técnico, que nunca comandou uma Copa do Mundo, terá a missão de conduzir um elenco reformulado, com a aposentadoria lógica de vários jogadores da geração anterior, entre eles Casemiro e Thiago Silva.
Os próximos meses serão decisivos. A programação da Seleção prevê inúmerostoruneus internacionais preparatórios, incluindo amistosos contra adversários europeus, que servirão como verdadeiros testes para avaliar a capacidade de Neymar suportar a intensidade de um Mundial. O sorteio dos grupos da Copa de 2026 está previsto para o final de 2025, e a CBF trabalha com a esperança de que seu maior astro esteja disponível para a grande festa do futebol mundial.
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