Prévias dos Jogos

Goleiro iraniano Beiranvand brilha em empate dramático na Copa do Mundo contra a Bélgica com 10 jogadores

A bola ainda não havia ultrapassado a linha quando os torcedores iranianos já se levantavam para aplaudir. Alireza Beiranvand executou o que muitos especialistas consideram a defesa do século na Copa do Mundo, negando um gol certo da Bélgica aos 58 minutos de jogo. O lance correu o mundo nas redes sociais, dividindo espaço nas capas dos principais portais esportivos do planeta, incluindo o Globo Esporte e a Record, que destacaram a atuação histórica do goleiro de 31 anos.

O empate sem gols no Khalifa International Stadium não apenas manteve vivas as esperanças iranianas de avançar às oitavas de final pela primeira vez em sua história — algo que nenhuma seleção do Oriente Médio jamais conseguiu em Copas do Mundo — mas também evidenciou uma noite frustrante para a Bélgica, que terminou com dez jogadores em campo após a expulsão de Nathan Ngoy ainda no primeiro tempo.

A decisão arbitragem sobre Ngoy foi controversa. O jovem lateral da seleção belga, que plays for Charleroi na primeira divisão da Bélgica, recebeu cartão vermelho direto após uma dividida com Mehdi Taremi. A电视台 portuguesa desportv analisou o lance repetidamente, com especialistas dividindo opiniões sobre a intensidade da entrada. Independentemente da polêmica, o cartão vermelho mudou completamente a dinâmica do confronto.

Com a superioridade numérica, o Irã ganhou coragem e passou a pressionar. Taremi, camisa 9 da seleção iraniana, criou as melhores oportunidades da etapa final. O atacante de 30 anos, que actuou pelo Porto entre 2021 e 2024, mostrou a qualidade que fez dele referência do futebol português durante três temporadas. foram 85 partidas e 36 golos pelo emblema dragão, números que evidenciam sua capacidade goleadora.

Beiranvand, por sua vez, estava inspirado. O guardião do Persepolis completou sete defesas difíceis ao longo dos 90 minutos, segundo dados do FIFA World Cup. Sua performance超级ou a média habitual de 4,2 salvamentos por jogo que mantinha no torneio. A atuação lembrou suas melhores noites no futebol europeu, quando defendeu as cores do Al Ahli e do Lokomotiv de Moscovo.

A Bélgica, meanwhile, parecia uma equipe desconjuntada. Os Diabos Vermelhos non lograram capitalizar sua experiência individual, com Kevin De Bruyne, Eden Hazard e Romelu Lukaku em campo tentando orquestrar jogadas que não funcionaram. A estadística aponta que a seleção belga completou apenas 312 passes durante todo o jogo, seu número mais baixo em uma partida de Copa do Mundo desde 1998.

O seleccionador iraniano, Amir Ghalenoei, elogiou publicamente seu goleiro nos corredores do estádio. “Beiranvand é ummonstro. Ele nos deu esperança quando não existia”, declarou o comandante à imprensa local. A frase ressoou nos vestiários e rapidamente ganhou as manchetes dos jornais esportivos persas.

Este resultado deixa o Grupo F em aberto. Com um ponto conquistado, o Irã ainda depende de si mesmo para avançar. A seleção iraniana disputou seis edições anteriores de Copas do Mundo, sendo que sua melhor campanha aconteceu em 1978, na Argentina, quando alcançou as oitavas de final. Naquela época, ainda não existia a República Islâmica, e o futebol era praticado sob circunstâncias completamente diferentes.

Os próximos confrontos serão decisivos. O Irã enfrenta suas últimas batalhas na fase de grupos com uma defesa consolidada e um goleiro capaz de decidir partidas sozinho. A equipe já demonstrou que não veio apenas participar — veio competir.

Para a Bélgica, o cenário é dramático. A geração de ouro está em seus últimos momentos juntos, e uma eliminação na fase de grupos representaria um fracaso histórico para um país que inúmera terceiro lugar no Mundial de 2018. O seleccionador Domenico Tedesco terá que reorganizar mental e estrategicamente seu elenco para as partidas que virão.

Os torcedores brasileiros e portugueses acompanharão de perto, não apenas pela qualidade do espectáculo, mas pela presença de jogadores com vínculos fortes com o futebol lusófono. Além de Taremi, o Iranians conta com Sami Jalali e outros jogadores que passaram por divisões de base de clubes portugueses. O cenário se desenha promissor para os próximos capítulos desta Copa do Mundo que continua surpreendendo.