Prévias dos Jogos

Explicando a classificação para a fase eliminatória da Copa do Mundo: como funciona e quais mudanças se aproximam

Desde a primeira edição da Copa do Mundo em 1930, o sistema de classificação para a fase eliminatória evoluiu significativamente, mas a essência permanece a mesma: cada seleção precisa provar sua superioridade dentro de um grupo antes de avançar para os confrontos diretos que definem o campeão. O regulamento atual, que acompanhamos de perto nas transmissões da Globo Esporte e nos comentários da Record, estabelece um formato que combina simplicidade com drama.

Na fase de grupos, as quatro equipes de cada chave disputam seis partidas ao longo de aproximadamente duas semanas. O sistema de pontuação é direto: três pontos para vitória, um para empate e nenhum para derrota. Ao final dos três jogos, as duas equipes com maior número de pontos avançam às oitavas de final. Este formato, utilizado desde 1994, garante que apenas as selections mais consistentes progridam — uma filosofia que premia o desempenho acumulado, não apenas momentos isolados.

Quando duas ou mais equipes terminam empatadas em pontos, critérios de desempate determinam a classificação. A diferença de gols é o primeiro fator considerado, seguida pelos gols marcados. Persistindo o impasse, analisa-se o resultado do confronto direto entre as equipes envolvidas. Apenas como último recurso, recorre-se aos pontos disciplinares — baseados em cartões amarelos e vermelhos — ou, em situações extremas, ao sorteio. Esta hierarquia foi testada inúmeras vezes, como na Copa de 1990, quando a República da Irlanda avançou sobre a Holanda graças ao confronto direto, ou mais recentemente na Copa de 2018, quando o Japão avançou sobre Senegal pelos mesmos critérios.

Para as Seleções de Portugal e Brasil, estes momentos de tensão têm proporcionado tanto alegria quanto desespero. A equipe portuguesa, que garantiu seu título europeu em 2016, sabe bem como a classificação pode ser traiçoeira — a campanha nas eliminatórias asiáticas do Catar demonstrou que mesmo favoritos podem vacilar. Já o Brasil, hexacampeão mundial, carrega memórias de 1982 e 1990, quando campanhas sólidas foram truncadas por desempates apertados.

A partir da Copa de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, o torneio sofrerá sua maior expansão desde 1998. Com 48 equipes participantes — um aumento significativo em relação às 32 atuais —, a estrutura dos grupos também se modificará. Os classificados serão distribuídos em 12 grupos de quatro equipes cada, dos quais os dois primeiros colocados avançarão automaticamente, acompanhados pelos oito melhores terceiros lugares. Este modelo garante 32 equipes na fase eliminatória, mantendo o formato de mata-mata a partir das oitavas de final.

A expansão levanta questões interessantes sobre o destino das equipes que terminam em quarto lugar em seus grupos. Atualmente, o regulamento não prevê qualquer cenário para esses times, mas análises publicadas pelo New York Times e reproduzidas pela mídia brasileira exploraram possibilidades teóricas. Alguns especialistas questionam se, em grupos particularmente equilibrados, um quarto colocado com bom desempenho poderia teoricamente avançar — embora isso continue sendo apenas um exercício acadêmico enquanto as regras atuais estiverem em vigor.

As partidas eliminatórias seguem um formato de morte súbita. Após os 90 minutos regulamentares, qualquer empate leva a duas prorrogações de 15 minutos cada. Se o placar permanecer inalterado, a decisão acontece nos pênaltis — uma das tradições mais dramáticas do futebol mundial, que já definiu finais épicas como Italia 1990, 1994 e 2006. A equipe que梢勝 survives these tests emerges victorious and continues toward the ultimate prize.

Historicamente, as chances de classificação para equipes sul-americanas têm sido relativamente altas. Das 48 edições da Copa do Mundo até 2022, times do continente avançaram às oitavas em 31 ocasiões — uma taxa de sucesso impressionante que reflete a tradição futebolística da região. O Brasil, naturalmente, sempre figurou entre os classificados, enquanto Argentina, Uruguai e Chile contribuíram para esta hegemonia sul-americana.

Os estádios americanos prometem transformar esta edição em um espetáculo sem precedentes. Com arenas modernas e infrastrukturaturística consolidada, a FIFA espera receber mais de 3,5 milhões de espectadores ao longo do torneio. Para as Seleções brasileira e portuguesa, a classificação temprana pode significar confronto direto nas fases finais — um cenário que a mídia esportiva da Record e a cobertura especial da Globo Esporte já começam a especular.

O caminho até a fase de grupos, no entanto, permanece longo. As eliminatórias sul-americanas, com suas 10 equipes disputando 6 ou 7 vagas directas, continuam em andamento. A Argentina de Lionel Messi, bicampeã mundial, busca manter seu domínio, enquanto o Brasil tenta reconstruir sua identidade após campanhas recentes consideradas decepcionantes. Portugal, por sua vez, aposta em uma nova geração liderada por jogadores como João Félix e Bernardo Silva para repetir o sucesso de 2016.

A classificação para a fase eliminatória representa apenas o primeiro capítulo de uma jornada que pode durar até 64 dias. A partir do momento em que a bola rola nos grupos, cada detalhe importa — e apenas 32 equipes terão a oportunidade de escrever novos capítulos na história do futebol mundial.