Jeremy Doku, a jovem promessa do Manchester City e da seleção belga, foi oficialmente descartado do confronto da Copa do Mundo de 2022 contra o Irã, válido pelo Grupo G. O jogador de 21 anos enfrenta um problema respiratório que o impediu de participar dos treinos da seleção desde sua chegada ao Qatar, representando um golpe significativo para as ambições belgas no torneio.
A informação foi confirmada pela federação belga de futebol na manhã desta terça-feira, generando preocupação entre torcedores e comissão técnica. Doku, que acumula 17 partidas e 5 gols pela seleção principal da Bélgica, tornou-se rapidamente uma peça fundamental no esquema tático do técnico Roberto Martínez. Sua ausência deixa um vazio considerável no setor ofensivo dos Diabos Vermelhos, especialmente considerando seu desempenho recente com a camisa do Manchester City, onde acumula 3 assistências em 11 partidas nesta temporada da Premier League.
O problema respiratório não é completamente inesperado no contexto do futebol profissional moderno. Atletas de alta performance frequentemente enfrentam questões pulmonares, especialmente quando expostos a mudanças climáticas drásticas, como ocorre no Qatar. As temperaturas extremas e a qualidade do ar nos estádios qatarianos têm sido objeto de preocupação desde o início do torneio, com vários jogadores relatando dificuldades respiratórias durante as partidas.
A cobertura da imprensa brasileira, através do GE (Globo Esporte) e ESPN Brasil, deu grande destaque à situação de Doku, comparando o impacto de sua ausência com outras baixas de peso vistas nesta Copa do Mundo. A ESPN brasileira chegou a listar Doku entre os 10 jogadores mais importantes do torneio antes do início da competição, destacando sua capacidade de infiltração e velocidade como elementos diferenciadores no ataque belga.
O atacante, natural de Tournai, na Bélgica, ganhou notoriedade internacional durante sua passagem pelo Rennes, na França, onde marcou 12 gols em 92 partidas entre 2020 e 2023. Sua transferência para o Manchester City por aproximadamente 55 milhões de euros no último verão europeu foi vista como um sinal claro de sua Ascensão ao estrelato mundial, juntando-se a um elenco que inclui nomes como Erling Haaland e Kevin De Bruyne.
A seleção belga chega a este confronto contra o Irã em um momento de transição e reflexão. A geração chamada de “geração de ouro” está se aproximando do fim de seu ciclo, com jogadores como De Bruyne, Eden Hazard (aposentado da seleção) e Romelu Lukaku representando a veteranía que busca um último título mundial. A ausência de Doku, um dos jovens mais promissores do elenco, priva a equipe de uma alternativa moderna e dinâmica para o setor ofensivo.
Nas redes sociais, torcedores belgas expressaram preocupação, mas também esperança de que outros jogadores possam suprir a ausência. Nomes como Johan Bakayoko, do PSV Eindhoven, e Dodi Lukébakio, do Watford, são cotados como possíveis substitutos no setor. Bakayoko, aliás, possui números impressionantes nesta temporada, com 9 gols e 7 assistências em 21 partidas pelo clube holandês.
O confronto contra o Irã, marcado para esta quinta-feira no Estádio Al Thumama, em Doha, assume importância crucial para as pretensões belgas no torneio. A equipe de Carlos Queiroz, técnico português, representa um desafio completamente diferente do que muitos esperavam, demonstrando organização tática e eficiência ofensiva que surpreenderam na vitória sobre País de Gales em amistoso preparatório.
A mídia portuguesa também acompanha de perto a situação, especialmente considerando o histórico confronto entre as duas nações em Copas do Mundo. Em 1998, Bélgica e Irã se enfrentaram na fase de grupos, em uma partida marcada pelo gol de帽子戏法 de Cristiano Ronaldo na vitória portuguesa sobre os iranianos. Embora Portugal não esteja no mesmo grupo, a conexão histórica entre europeus e asiáticos no cenário mundial selalu menarik perhatian analisadores desportivos.
Do ponto de vista tático, Martínez deve ajustar sua abordagem sem a presença de Doku. A tendência é que o comandante belga opte por uma formação mais conservadora, com Thorgan Hazard ou Michy Batshuayi como referência no ataque. A qualidade do meio-campo, com De Bruyne e Youri Tielemans, pode ser a chave para manter o poder ofensivo mesmo sem o dinamismo de Doku nas laterais.
A esperança belga agora repousa na recuperação de Doku para os próximos compromissos do Grupo G, que incluem confrontos contra Canadá e Marrocos. O departamento médico da federação acompanha diariamente a evolução do quadro respiratório do jogador, e há otimismo cauteloso quanto a seu retorno para a segunda rodada da competição.
A situação de Jeremy Doku evidencia os desafios enfrentados pelos grandes nomes do futebol mundial em Copas do Mundo, onde a combinação entre pressão competitiva, viagens internacionais e condições climáticas adversas pode afetar o desempenho dos atletas. Para o jovem ponta, resta agora focar na recuperação e demostrar, quando retornar, porque é considerado uma das maiores promessas do futebol europeu contemporâneo.