Feyenoord - Como 3-2 | Relatório da 2ª rodada da Liga dos Campeões
Feyenoord e Como se enfrentaram em Stadion Feijenoord na fase de grupos da Liga dos Campeões, e o desenvolvimento da partida explicou o placar muito melhor do que os números.

Feyenoord e Como se enfrentaram em Stadion Feijenoord na fase de grupos da Liga dos Campeões, e o desenvolvimento da partida explicou o placar muito melhor do que os números. Como ficou atrás por 3-2 e passou o resto da noite tentando recuperar a partida. O ponto de virada chegou no minuto 18, quando Assane Diao achou o ângulo do gol, e tudo o que veio a seguir foi jogado sob esse novo cenário. Feyenoord venceu por 3-2 e levou os pontos para casa. 43951 torcedores lotaram Stadion Feijenoord, e o barulho nunca deixou os jogadores em paz. Nenhum dos dois times chegou na melhor forma: os últimos cinco resultados foram W L W W W para Feyenoord e W W W L D para Como, e os dois grupos de jogadores sabiam quanto custaria um erro.
Dados da partida
- Data: 2026-10-14
- Horário: 16:45 UTC
- Estádio: Stadion Feijenoord, Rotterdam, Netherlands (47500)
- Público: 43951
- Árbitro: Donatas Rumšas (Lithuania)
- Competição: UEFA Champions League 2026/2027 - 2ª rodada
- Escalações: Feyenoord (4-3-3, Treinador: Giovanni van Bronckhorst) / Como (4-2-3-1, Treinador: Cesc Fàbregas)
- Autor dos gols: Gjivai Zechiël 20'; Anis Hadj Moussa 52'; Robert Sánchez (own goal) 81'; Assane Diao 18'; Anastasios Douvikas 90+3'
Feyenoord entrou em campo com Tjark Ernst, Givairo Read, Jeremiah St. Juste, Mika Mármol, Javi López, Gjivai Zechiël, Charles Vanhoutte, Oussama Targhalline, Anis Hadj Moussa, Nacho Ferri, Luciano Valente num 4-3-3, enquanto Como respondeu com Robert Sánchez, Ivan Smolčić, Jacobo Ramón, Trevoh Chalobah, Álex Valle, Luis Milla, Máximo Perrone, Assane Diao, Martin Baturina, Kaiki, Nico Paz num 4-2-3-1. Giovanni van Bronckhorst e Cesc Fàbregas conduziram seus respectivos times da beira do campo, e ambos tinham um plano para a primeira hora que queriam manter intacto.
Gols e momentos decisivos
Os detalhes dos gols, os minutos e os autores são a parte do registro que separa uma noite de outra. Aos 18', Assane Diao achou o ângulo do gol, com aassistência de Jacobo Ramón que tornou aquilo possível, e 0-1 foi a consequência. Foi uma chance que valia 0.371 gols esperados, e é exatamente por isso que valia a pena arriscar. 20'': Gjivai Zechiël manteve a frieza que o momento exigia, Luciano Valente colocou a bola dentro da rede, e o placar ficou 1-1 quase de imediato. 52'': Anis Hadj Moussa transformou a jogada na oportunidade que o time buscava, Gaoussou Diarra colocou a bola dentro da rede, e o placar ficou 2-1 quase de imediato. 81'': Robert Sánchez finalizou com qualidade, colocou a bola dentro da rede, e o placar ficou 3-1 quase de imediato. 90+3'': Anastasios Douvikas marcou com uma finalização limpa, colocou a bola dentro da rede, e o placar ficou 3-2 quase de imediato. Aquele chute mudou a temperatura da noite: dali em diante o time da frente podia jogar em contra-ataque enquanto o time que buscava precisava arriscar nos espaços que se abriram. Nem toda chance foi aproveitada, e as chances perdidas contavam sua própria história. Considerados em conjunto, os gols deram à noite uma forma que o placar sozinho nunca explicaria.
O panorama tático
Feyenoord começou em 4-3-3 sob Giovanni van Bronckhorst, enquanto Como respondeu com 4-2-3-1 sob Cesc Fàbregas, e esses dois formatos decidiram a maior parte do que aconteceu em campo. Nenhum dos dois treinadores quis entregar o centro do campo de graça, e o curso do jogo seguiu essa recusa. O meio-campo era a parte do campo que os dois times queriam, e os números mostram quem conseguiu levar. O time que pressionou alto ganhou a segunda bola, o que impediu o adversário de construir por trás e o obrigou a passes sem esperança. A largura do campo trabalhou contra o time que insistia em atacar pelo mesmo lado, e ele foi fechado todas as vezes. As transições foram a história: um lado jogou a bola rápido para a frente, o outro não conseguiu. A conversa tática entre os dois bancos foi tanto uma parte da noite quanto o movimento da bola.
Leitura tática
Feyenoord saiu com um 4-3-3 diante do 4-2-3-1 de Como, e os dois sistemas determinaram como a bola realmente circulou: Feyenoord completou 517 passes com 87% de acerto, enquanto Como respondeu com 564 e 91%. Os números dos duelos reforçam a mesma leitura: Feyenoord venceu 49 duelos contra os 51 de Como, fez 20 desarmes contra 19 e interceptou 9 passes contra 10. A criação de oportunidades foi a coluna decisiva da tabela: Feyenoord gerou 0 chances claras e 7 finalizações dentro da área, contra 3 e 5 para Como, e foi por isso que os goleiros tiveram de fazer 3 e 3 defesas. Giovanni van Bronckhorst confiou no seu 4-3-3 e Cesc Fàbregas respondeu com 4-2-3-1; o resultado final de 3-2 mostra qual plano resistiu melhor à pressão da segunda parte.
Comparativo estatístico
O quadro estatístico é tão revelador quanto o próprio placar. Os gols esperados contaram a história mais precisa: 0.59 para Feyenoord contra 1.28 para Como. Feyenoord tentou 13 finalizações contra 11 de Como, com 5 no gol e 5. A posse de bola terminou em 48 por cento para Feyenoord contra 52 por cento de Como, e vale notar qual lado realmente a utilizou. Feyenoord venceu 4 escanteios contra 1 de Como, e foi daí que veio a maior parte do perigo em lances de bola parada. Feyenoord completou 450 de 517 passes contra 511 de 564 de Como, uma diferença que mostra o quanto as duas equipes fizeram a bola circular de maneiras distintas. As faltas foram cometidas 19 vezes por Feyenoord e 18 por Como, com 0 e 0 cartões vermelhos na contagem oficial. Os goleiros fizeram 3 e 3 defesas, e numa noite como essa esse trabalho decide como o resultado será lembrado. Os duelos ficaram em 49 a 51, e esse costuma ser o indicador mais limpo de quem estava disposto a brigar pela bola. As desarmes foram completados 20 vezes por Feyenoord e 19 por Como, e os duelos que se seguiram contam a mesma história do resto da noite.
Disciplina e substituições
Disciplina e substituições moldaram a segunda parte mais do que o placar sugere. Feyenoord acumulou 2 cartões amarelos e Como 3, e o total de 5 cartões obrigou o árbitro a administrar um jogo que ficava cada vez mais físico em torno da linha central. Os dois treinadores usaram suas trocas: 4 por Feyenoord e 5 por Como. A temperatura emocional da noite subiu e desceu com os confrontos e com as decisões tomadas nos dois bancos. Donatas Rumšas comandou a partida e teve uma noite relativamente tranquila pelos padrões da competição.
Melhor em campo e destaques
As performances individuais separaram os dois times ao longo dos noventa minutos. Gjivai Zechiël, do Feyenoord, foi o melhor em campo com nota 8.2, e cada toque importante carregava o seu nome. Para Feyenoord, a melhor nota individual foi de Gjivai Zechiël, e para Como foi de Nico Paz. A distância entre as melhores atuações de cada lado explica por que o resultado nunca pareceu tão confortável quanto foi. As melhores notas individuais dos dois elencos leem-se Gjivai Zechiël (8.24), Anis Hadj Moussa (8.22), Oussama Targhalline (7.75), Givairo Read (7.38).
Destaques da partida
O melhor homem de Feyenoord foi Gjivai Zechiël, enquanto Como apostou em Nico Paz; o prêmio de melhor em campo foi para Gjivai Zechiël com nota 8.2.
O que o resultado significa para a fase de grupos
Feyenoord com pontos em 3 jogos, em 26º lugar com saldo de -4 gols, e Como com pontos em 3 jogos, em 9º lugar com saldo de 5. Feyenoord chegou com W L W W W nos seus últimos cinco jogos e Como com W W W L D, de modo que o resultado se encaixa na sequência dos dois. Para o vencedor os três pontos estão guardados e o grupo está um pouco mais perto de se definir; para o outro o trabalho continua, e este resultado tornou isso evidente. O que os números não mostram é quanto custou o resultado e como os dois lados vão se lembrar dele. A próxima rodada da fase de grupos dirá mais: quem se ajustar primeiro nos próximos dias controlará o grupo.
Fonte: worldfootballportal.com