Prévias dos Jogos

Seleção Masculina dos EUA Avança para as Oitavas de Final da Copa do Mundo com Vitória de 2-0 sobre a Austrália

A questão pairava no ar desde a manhã do confronto: Christian Pulisic estaria em campo? O astro do AC Milan, lesionado desde a semifinal da Copa America de 2024, era dúvida constante nas últimas 48 horas antes do duelo contra a Austrália pela Copa do Mundo de 2026. A resposta, finalmente, veio com o silêncio dos titulares: não, Pulisic não jogaria. Mas o que se viu em campo foi uma demonstração vibrante de que o futebol norte-americano evoluiu — e muito.

Os Estados Unidos atropelaram a Austrália por 2 a 0 no Grupo B, garantindo a classificação para as oitavas de final com uma performance coletiva que fez a mídia especializada reconsiderar tudo o que se sabia sobre o elenco de Gregg Berhalter. Os gols vieram com Weston McKennie, aos 23 minutos do primeiro tempo, e Gio Reyna, aos 31 da etapa complementar. Dois nomes que carregam a história do soccer americano — McKennie representando a nova geração do ataque texano, Reyna encarnando o sonho europeu de uma família que respira futebol.

A ausência de Pulisic, no entanto, não foi apenas uma perda técnica. Foi um teste de caráter para um grupo que vinha sendo construído em torno de sua criatividade desde a chegada do técnico Gregg Berhalter. A cobertura da Globo Esporte durante toda a semana brasileira dedicou longos minutos à recuperação do camisa 10, enquanto a Record News transmitia análises comparativas entre o desempenho da Seleção Americana com e sem seu principal Kreator de jogo. O peso da expectativa estava nos ombros de todos.

E foi exatamente aí que a equipe surpreendeu. Sem o camisa 10 do AC Milan, responsável por 7 assistências nos últimos 12 jogos internacionais dos EUA, o meio-campo americano encontrou另一种 dinamic. Tyler Adams, capitão que retornou ao time titular após meses de recuperação de uma lesão na coxa, conduziu o ritmo da equipe com uma autoridade que muitos duvidavam que ele pudesse recuperar. Adams completou 94% dos passes tentados na primeira etapa — um número que reflete bem a calma e a precisão que a equipe manteve durante toda a partida.

McKennie celebrou seu gol com uma explosão de emoção contida, tocando o escudo do time no peito antes de ser cercado por seus companheiros. O meio-campista da Juventus tinha acabado de marcar seu nono gol internacional, igualando sua melhor marca como profissional. Para contexto, nenhum meio-campista americano tinha alcançado essa cifra tão rapidamente na história do programa nacional. O dado não é menor: a seleção dos EUA nunca tinha marcado dois gols em uma partida de Copa do Mundo sem Pulisic em campo.

Reyna, por sua vez, demonstrou por que o Borussia Dortmund confia em seu talento. O gol do encerramento veio após uma jogada individuell que lembrou os melhores momentos do pai, Claudio Reyna, Capitão America nos anos 90. A ironia não passou despercebida pelos comentários da mídia esportiva brasileira, que destacaram como a herança familiar do soccer continua a moldar gerações.

Do lado australiano, a derrota representou um golpe duro no sonho de avançar no torneio. O técnico Graham Arnold tentou ajustar a formação no intervalo, promovendo três substitutions aos 15 minutos do segundo tempo, mas a resposta tática não veio. Os Socceroos, que haviam surpreendido na vitória contra a Espanha nas eliminatórias asiáticas, pareciam desconfortáveis diante da pressão alta proposta pelos americanos.

A vitória coloca os EUA em situação confortável no grupo, com seis pontos em duas partidas. Resta ainda o confronto contra a seleção do Irã, que também avançou nesta rodada, para definir a liderança do chaveamento. Caso garantam o primeiro lugar, evitarão um possível confronto contra a poderosa seleção da Argentina nas oitavas — um encontro que geraria una atenção mediática massiva em todo o continente sul-americano, com retransmissões esperadas pela Globo Esporte e pela Record em horário nobre.

Historicamente, a seleção americana nunca havia vencido dois jogos consecutivos em uma mesma Copa do Mundo desde que a Fórmula expandiu para 32 equipes. A última vez que os EUA avançaram além da fase de grupos foi em 2002, quando derrotaram o México nas oitavas — naquele time, estava justamente Claudio Reyna, pai do autor do segundo gol desta noite.

Com Pulisiccada vez mais próximo de um retorno completo aos treinamentos, a perspectiva é de um ataque ainda mais temível na sequência do torneio. Fontes cercanas ao departamento médico do AC Milan, citadas pela ESPN americana, indicam que o camisa 10 poderia estar disponível já para as oitavas de final, dependendo é claro da evolução diária de sua recuperação.

O próximo desafio vem na sexta-feira, quando os EUA encaram auana seleção da Jordânia no fechamento da fase de grupos. Com a classificação garantida, Berhalter terá a oportunidade de rodízio — e de provar que o elenco americano, quando testado, responde à altura. A noite de hoje foi mais do que uma vitória; foi uma declaração de intenções para um país que hospedará, ao lado de México e Canadá, a Copa do Mundo de 2026.