A seleção turca de futebol viveu um dos capítulos mais melancólicos de sua história recente no futebol internacional durante a Copa do Mundo FIFA de 2026. Eliminada na fase de grupos após uma derrota por 1 a 0 para o Paraguai, a equipe comandada pelo técnico italiano Vincenzo Montella viu seus sonhos de avançar no torneio se despedaçarem em uma noite marcado por lágrimas, pedidos de desculpas e críticas ferozes.
O confronto aconteceu no Grupo D do certame, e o destino não poderia ter sido mais cruel com os turcos. O Paraguai, adversários sul-americanos que buscavam sua primeira classificação às oitavas de final desde 2010, saiu vitorioso mesmo jogando大半场比赛 com apenas dez homens em campo. Miguel Almirón foi expulso ainda no primeiro tempo, deixando sua equipe em desvantagem numérica durante quase toda a etapa complementar. Apesar da superioridade numérica por mais de 45 minutos, a seleção da Turquía simplesmente não conseguiu transformar a pressão em gols.
O goleiro Uğurcan Çakır, um dos pilares da equipe, não conteve a emoção ao final da partida. “Peço desculpas ao nosso país”, declarou aos repórteres presentes, carregando o peso de uma atuação coletivo que ficou aquém das expectativas. Suas palavras ecoaram nas redes sociais turcas, que registraram mais de 3,2 milhões de menções ao tema nas primeiras duas horas após o apito final, segundo dados levantados por portais locais.
O meia Arda Güler, considerado uma das grandes promessas do futebol europeu e que teve passagem pelas categorias de base do Real Madrid, foi ainda mais direto em sua avaliação. “Sentimos vergonha”, admitiu o jovem jogador, cuja entrada no segundo tempo não foi suficiente para mudar o panorama da partida. Güler completou 67 minutos em campo, registrando apenas dois chutes a gol, números que ilustram a improdutividade ofensiva turca durante toda a competição.
Hakan Çalhanoğlu, capitão da seleção e estrela do Inter de Milão, expressou a dor de um grupo que não conseguiu corresponder ao favoritismo imposto pela mídia esportiva antes do torneio. “O ser humano não consegue aceitar isso”, afirmou, referindo-se à eliminação precoce de uma equipe que havia chegado com aspirações significativas ao mundial.
A imprensa turca não perdoou o desempenho. Em comentários duríssimos veiculados pelo canal A Spor, o comentarista Ahmet Çakar não poupou críticas ao comandante Montella. “Eu mandaria esse técnico no primeiro avião de volta para casa”, disparaou o ex-árbitro, utilizando uma expressão que viralizou imediatamente entre os torcedores. O comentarista Ender Bilgin, também da mesma emissora, tentou analisar o momento delicado do técnico italiano. “Montella ficou dividido entre a lógica e as emoções”, observou Bilgin, referindo-se ao discurso contraditório do treinador entre as coletiva de imprensa e os bastidores do elenco.
O próprio Montella reconheceu o fracasso em entrevista coletiva após a partida. “Sinto uma grande decepção”, admitiu o italiano, que assumiu o comando da seleção turca em 2023 com a promessa de modernizar o estilo de jogo da equipe. Sob seu comando, a Turquía obteve aproveitamento de apenas 42% nos pontos disputados em partidas de competições oficiais, número que ficou abaixo das metas estabelecidas pela Federação Turca de Futebol.
Do ponto de vista brasileiro e sul-americano, o resultado representa um marco para o futebol paraguaio. O Paraguai não avançava além da fase de grupos desde o mundial de 2010, quando chegou às quartas de final sob comando do técnico Gerardo Martino. A vitória sobre a Turquía reacende as esperanças de uma geração que tenta reconstruir a tradição do futebol paraguaio, historicamente competitivo nas eliminatórias sul-americanas. Jogadores como Antonio Sanabria, do Real Betis, e Alejandro Keno, do Atlanta United, foram fundamentais na construção do gol da classificação.
A cobertura da mídia brasileira, representada por veículos como Globo Esporte e Record, destacou a atuação do goleiro paraguaio que realizou pelo menos quatro defesas cruciais nos minutos finais, impedindo o empate turco que parecia inevitável diante da pressão local. A transmissão oficial registrou audiência média de 8,7 milhões de telespectadores no Paraguai, indicando o interesse nacional no desempenho da seleção.
Historicamente, a Turquía disputou apenas sete edições de Copa do Mundo antes desta campanha, com o pico de sua história acontecendo em 2002, quando alcançou as semifinais na Copa do Mundo da Coreia do Sul e Japão. A eliminação na fase de grupos em 2026 representa a pior campanha desde então, igualando o fracasso de 1954, quando também caiu na primeira fase.
Para o futuro, a seleção turca agora volta suas atenções para as Eliminatórias Europeias da Copa de 2030, com a renovação do elenco inevitável. Jogadores como Çalhanoğlu, já com 31 anos, deverão cedder espaço a nomes mais jovens, enquanto a permanência ou não de Montella no comando técnico permanece uma das grandes questões a serem resolvidas pela federação nos próximos meses. O desafio agora é reconstruir uma identidade de equipe que mostrou, nesta Copa do Mundo, não possuir a consistência necessária para competir no mais alto nível do futebol internacional.