Matheus Cunha não quer apenas participar da Copa do Mundo de 2026. O atacante brasileiro do Wolverhampton Wanderers está determinado a ser protagonista absoluto na maior competição de futebol do planeta, e suas últimas atuações pelas Eliminatórias sul-americanas confirmam que o desejo vai além de mero discurso.
O camisa 9, que acumula 12 gols e 8 assistências em 35 partidas pela Seleção Brasileira, vem demonstrando uma evolução consistente que atrai olhares de clubes europeus de elite. Segundo dados da Opta, Cunha registrou uma média de 0,72 gol por jogo nas Eliminatórias para o Mundial — números que o colocam entre os jogadores mais letais do continente durante este ciclo classificatório.
A atuação mais impactante veio no confronto contra a Argentina, quando o brasileiro balançou as redes duas vezes em uma partida pegada no Monumental de Buenos Aires. Aquela exibição rendeu manchetes na Globo Esporte e fez torcedores brasileiros celebrarem nas redes sociais. “Quero estar na Copa do Mundo e quero fazer a diferença quando chegar lá”, declarou Cunha em entrevista coletiva após a vitória por 3 a 2 sobre os argentinos.
O desempenho coloca Cunha na mira de gigantes continentais. O Manchester United, que busca alternativas para o setor ofensivo desde a saída de Cristiano Ronaldo em 2023, estaria monitorando a situação do brasileiro. A informação foi veiculada pelo Manchester Evening News, que lembra que o clube britânico já contratou replacements para o português — incluindo nomes como Joshua Zirkzee e Rasmus Hojlund.
Enquanto isso, outro brasileiro com histórico no futebol inglês vive momento diferente. Casemiro, multicampeão com a Seleção Canarinho e ex-jogador do United, encerrou sua passagem traumática pelo clube de Old Trafford com statistics que revelam a queda de rendimento. O meio-campista, que disputou 73 partidas pelos Red Devils, viu sua média de interceptações cair de 2,4 por jogo na temporada 2022-23 para apenas 1,3 na última campanha.
As imagens do jogador visivelmente emocionado durante a eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2022, quando a Seleção perdeu nos pênaltis para a Croácia nas quartas de final, ainda rondam sua memória. A dor daquele momento, descrita por ele próprio como “a pior experiência da minha carreira”, parece ter impulsionado uma reflexão sobre os rumos de sua trajetória.
Segundo relatório da Record TV, Casemiro já definiu seu próximo destino. O volante de 32 anos aceitará uma proposta de um clube da Arábia Saudita, seguindo a tendência de vários下去了 nomes do futebol sul-americano que migram para o país árabe em busca de contratos milionários. A decisão representa o fim de um ciclo europeu que Incluiu passagens por Real Madrid e Manchester United, colecionando títulos como cinco Champions Leagues e uma Premier League.
O futuro de Casemiro contrasta com o ascenso de Cunha. O atacante, que iniciou sua carreira no Athletico Paranaense antes de passar por Atlético Madrid, Leipzig e Wolfsburg, parece no caminho oposto — construindo uma reputação que pode levá-lo aos maiores palcos do futebol mundial.
A análise de commentators da Globo Esporte destaca que o Brasil encontrou em Cunha uma opção de ataque que combina velocidade, finalização precisa e capacidade de criação. Nas Eliminatórias atuais, o jogador ocupa a segunda posição no ranking de finalizações certas da Seleção, atrás apenas de Neymar — que também passa por momento de reavaliação em sua carreira após transferência para o Santos.
Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, a concorrência por vagas no ataque brasileiro promete ser acirrada. Além de Cunha, nomes como Rodri, Vinícius Júnior e Richarlison brigam por posições no elenco de Dorival Jr. O técnico, que substituiu Fernando Diniz após resultados insatisfatórios nas Eliminatórias, terá a missão de montar uma equipe capaz de reconquistar o título mundial após décadas de espera — o último troféu foi levantado em 2002, no Japão e Coreia do Sul.
O cenário atual do futebol sul-americano nas Eliminatórias mostra o Brasil em situação confortável, mas longe da dominância de outras eras. Argentina, Uruguai e Colômbia apresentam elencos competitivos, e a vaga direta ao Mundial não está garantida. É nesse contexto que jogadores como Matheus Cunha ganham importância estratégica — atletas capazes de decidir partidas importantes quando a pressão aumenta.
Para 2026, as projeções são otimistas. Com a experiência acumulada na Premier League e a confiança construída nas Eliminatórias, Cunha pode se tornar uma das referências do ataque brasileiro na tentativa de encerrar 24 anos de jejum de títulos mundiais.