Prévias dos Jogos

Achraf Hakimi será julgado na França por acusação de estupro, estrela do PSG diz que está ‘ansiosamente aguardando’ dia no tribunal

O Tribunal de Apelações francês confirmou recentemente que o defesa internacional marroquino Achraf Hakimi, do Paris Saint-Germain, será julgado por uma acusação de violação na França. A decisão representa um marco significativo num processo que já se arrasta há mais de dois anos e que tem vindo a captar a atenção dos meios de comunicação desportivos de todo o mundo, incluindo o Brasil e Portugal, onde a cobertura do caso tem sido intensa nas plataformas da Globo Esporte e da Record.

Hakimi, de 26 anos, tem consistentemente negado todas as acusações que pesam contra ele. O jogador, que regressou ao PSG em 2023 após uma passagem pelo Inter de Milão, apresentou anteriormente um pedido para que as acusações fossem arquivadas, mas o tribunal de primeira instância recusou o pedido e a decisão foi agora ratificada pelo Tribunal de Apelações.

Em comunicado à imprensa francesa, os representantes legais de Hakimi afirmaram que o jogador está “ansiosamente aguardando” a sua vez de apresentar a sua versão dos factos perante um tribunal. A defesa sustenta que o internacional marroquino foi escolhido como alvo devido ao seu estatuto de celebridade internacional, descrevendo-o como “um alvo fácil” por causa da sua visibilidade mediática e do seu valor estimado em aproximadamente 60 milhões de euros no mercado de transferências.

Esta não é a primeira vez que um jogador de topo do futebol mundial se vê envolvido em controvérsias jurídicas fora dos relvados. Casos semelhantes ocorreram com figuras como Dani Alves, que enfrentou processos legais em Espanha, e que geraram enorme cobertura mediática nos países lusófonos. A diferença, contudo, reside no facto de Hakimi continuar a ser uma peça fundamental na arquitetura tática do PSG, onde compete ao lado de estrelas como o brasileiro Neymar, o português Bernardo Silva e o português Gonçalo Ramos.

De acordo com dados da Ligue 1, Hakimi disputou 87 partidas pelos parisienses desde a sua chegada, contribuindo com 12 golos e 17 assistências em todas as competições. No cenário internacional, o defesa-marém foi fundamental na histórica campanha de Marrocos no Mundial do Qatar, onde a seleção norte-africana alcançou as meias-finais, eliminando Portugal de Cristiano Ronaldo nos quartos de final. Esta prestação memorável permanece como um dos momentos mais comentados na história dos Mundiais, com especiais repercussões nos media brasileiros e portugueses, dada a forte presença de jogadores lusófonos nas competições europeias.

O julgamento está marcado para ocorrer nos próximos meses, numa altura em que Hakimi continua a representar PSG e Marrocos sem qualquer suspensão imposta pela FIFA ou pelas autoridades francesas. O clube parisiense, contactado pela imprensa, limitou-se a afirmar que “respeita o processo judicial em curso” e que “acompanha a situação com seriedade”, sem avançar mais comentários sobre o matter.

A comunidade desportiva internacional observa com particular interesse os desenvolvimentos deste caso, especialmente à luz da proximidade do Mundial de 2026, que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México. Hakimi é considerado uma peça indispensável no onze titular de Walid Regragui, o selecionador marroquino, e a sua eventual condenação poderia ter implicações profundas tanto para a sua carreira como para as aspirações da seleção africana no torneio.

Os advogados de Hakimi garantiram que estão preparados para defender vigorosamente o seu cliente e apresentaram múltiplos depoimentos que, segundo eles, comprovam a inocência do jogador. “As acusações são infundadas e baseiam-se em versões contraditórias”, afirmou o escritório de advocacia que representa o defesa, acrescentando que “a verdade acabará por prevalecer”.

O caso surge num momento em que o futebol profissional enfrenta uma crescente scrutiny em relação a questões de conduta fora do campo. Organizações desportivas internacionais têm vindo a implementar programas de sensibilização e protocolos mais rigorosos, embora críticos argumentem que muito ainda precisa ser feito para prevenir situações semelhantes no futuro.

Olhando para o horizonte, Hakimi mantém-se focado na sua carreira desportiva. Fontes próximas do jogador indicam que ele pretende continuar a defender as cores do PSG até ao final da temporada e, independentemente do resultado do julgamento, espera representar Marrocos na próxima Copa do Mundo. A capacidade de Hakimi para se reinventar profissionalmente após este episode será, inevitavelmente, um dos aspectos mais observados tanto pelos seus apoiantes como pelos seus detractores nos próximos anos.