Prévias dos Jogos

Seleção Masculina dos EUA se Prepara para a Copa do Mundo de 2026 como Co-Anfitriã

A seleção masculina dos Estados Unidos se prepara para o maior desafio de sua história moderna: ser uma das nações-sede da Copa do Mundo FIFA de 2026. Com o torneio sendo realizado em parceria com Canadá e México, o país север-americano atravessa um momento de transformação no futebol, e a expectativa é de que a USMNT finalmente alcance as quartas de final de um Mundial pela primeira vez desde 2002.

O sorteio da fase de grupos está programado para dezembro de 2025, e a federação americana já definiu os estádios que receberão as partidas. Ao todo, serão 11 cidades-sede nos Estados Unidos: Nova York/Nova Jersey (MetLife Stadium), Los Angeles (SoFi Stadium), São Francisco (Levi’s Stadium), Dallas (Cotton Bowl), Seattle (Lumen Field), Kansas City (Arrowhead Stadium), Filadélfia (Lincoln Financial Field), Houston (NRG Stadium), Miami (Hard Rock Stadium), Atlanta (Mercedes-Benz Stadium), Boston (Gillette Stadium), Phoenix (State Farm Stadium), Denver (Ball Arena), Baltimore/Washington D.C. (M&T Bank Stadium), Cincinnati (TQL Stadium) e Nashville (Nissan Stadium). A grande final está confirmada para o MetLife Stadium, em East Rutherford, no estado de Nova Jersey.

A geração de ouro americana

O atacante Christian Pulisic, camisa 10 e capitão da equipe, atravessa o melhor momento de sua carreira. O jogador do AC Milan balançou as redes 15 vezes na temporada 2023-24 da Serie A italiana,统计stica que o colocou entre os melhores goleadores do campeonato. Pulisic, que iniciou sua carreira no Borussia Dortmund e passou pelo Chelsea, representa o símbolo de uma geração que cresceu jogando na Europa e trouxe uma mentalidade competitiva diferente para o futebol americano.

Ao lado dele, Weston McKennie, meio-campista que defendeu Juventus por quatro temporadas antes de transferir-se para o Leeds United, oferece força física e inteligência tática no meio-campo. Sergiño Dest, lateral direito formado no Barcelona, traz experiência dos grandes clubes europeus, enquanto Yunus Musah, jovem de apenas 21 anos que também atua pelo Milan, representa o futuro promissor da equipe com sua habilidade no transporte de bola.

Na defesa, o zagueiro Cameron Carter-Vickers, do Celtic escocês, e o goleiro Matt Turner, do Nottingham Forest, formam a espinha dorsal defensiva. Tyler Adams, que se recupera de uma lesão no tendão de Aquiles sofrida em 2024, é a peça-chave no meio-campo defensivo quando estiver totalmente recuperado.

A questão tática e a polêmica

O técnico Gregg Berhalter enfrenta críticas desde a Copa do Mundo de 2022, no Qatar, quando os Estados Unidos foram eliminados nas oitavas de final pela Holanda por 3 a 1. A campanha foi considerada frustrante por parte da torcida e da mídia especializada, especialmente após a equipe ter avançado de um grupo que incluía Inglaterra, Irã e País de Gales.

Porém, a maior controvérsia veio em 2024, quando veio à tona um conflito interno envolvendo o meia Giovani Reyna, do Borussia Dortmund. Relatórios publicados pela ESPN e reprisados pela Globo Esporte detalharam que Berhalter considerou enviar Reyna de volta para casa durante o Mundial de 2022 devido a questões disciplinares. O episódio criou uma ruptura no vestiário que ainda reverbera no ambiente da seleção.

Em março de 2024, a USSF (Federação de Futebol dos Estados Unidos) decidiu manter Berhalter no comando, mas a pressão por resultados na Copa de 2026 é imensa. A expectativa é de que a equipe alcance no mínimo as quartas de final,.meta historicamente nunca alcançada pela seleção americana em Mundiais realizados fora do solo europeu.

Contexto histórico e vantagem caseira

A última vez que os Estados Unidos sediaram uma Copa do Mundo foi em 1994. Naquela edição, a seleção americana chegou às oitavas de final, sendo eliminada pela Seleção Brasileira por 1 a 0, gol de Bebeto. O defesa central Leonardo, do Corinthians, foi um dos destaques da equipe que enfrentou os EUA naquela tarde memorável no Estádio Rose Bowl, em Pasadena.

Desde então, o futebol nos Estados Unidos evoluiu significativamente. A Major League Soccer (MLS) cresceu em prestígio e atrai jogadores de alto nível, enquanto a base de torcedores aumenta a cada ano. Dados da Nielsen indicam que a audiência de futebol nos Estados Unidos cresceu 37% entre 2018 e 2023, impulsionada por nomes como Pulisic e pela popularização do esporte entre jovens americanos.

Para o Brasil, a presença dos Estados Unidos como co-anfitrião representa uma oportunidade estratégica. O técnico Dorival Jr. poderá acompanhar de perto o desempenho americano antes de um possível confronto em fases posteriores, além de beneficiarem-se dos horários mais amigáveis para transmissões no horário de Brasília.

Perspectivas futuras

Com a Copa do Mundo de 2026, o futebol americano tem a chance de consolidar seu crescimento e provar que pode competir no mais alto nível. A geração atual, considerada a melhor da história do país, carrega a responsabilidade de transformar o sonho em realidade. Se conseguirem manter a consistência tática e evitar controvérsias internas, os Estados Unidos podem finalmente quebrar barreiras históricas e escrever um novo capítulo no futebol mundial. O mundo assiste, e a expectativa não poderia ser maior.