A Copa do Mundo FIFA de 2026 promete ser a edição mais ambiciosa da história do torneio, e a expectativa já domina asredações esportivas do Brasil e de Portugal. Com a expansão para 48 Seleções — um crescimento de 50% em relação às 32 equipes da edição anterior —, o formato do certame passou por transformações profundas que alteram significativamente a dinâmica competitiva e as possibilidades de classificação para as nações sul-americanas.
O novo desenho do torneio estabelece 12 grupos com quatro equipes cada, totalizando 104 partidas ao longo de 39 dias de competição. Segundo dados da FIFA, essa configuração representa um aumento de 62,5% no número de jogos em comparação com o Catar-2022, quando foram disputadas 64 partidas. A fase de mata-mata começará a partir das oitavas de final, mantendo a estrutura tradicional que consagrou o futebol brasileiro ao longo das décadas.
A edição de 2026 marca a primeira vez que três países dividirão a organização do evento: Estados Unidos, Canadá e México. Dezesseis cidades-sede receberão os confrontos, sendo onze no território americano, três no México e duas no Canadá. O jogo de abertura está programado para 11 de junho de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, na região metropolitana de Nova York — um símbolo da globalização que o futebol atingiu nas últimas décadas.
Brasil e Argentina chegam como protagonistas naturais do continente sul-americano. A Seleção Brasileira, pentacampeã mundial com títulos em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, busca encerrar um jejum de títulos que se estende desde a conquista no Japão e Coreia do Sul. O último título canarinho foi celebrations há quase 24 anos, e a pressão por um sexto troféu domina a narrativa esportiva nacional. A Argentina, atual campeã, mantém Lionel Messi como referência máxima, embora o camisa 10 do Inter Miami ainda não tenha confirmado oficialmente sua presença no torneio.
Globo Esporte e Record já iniciaram a cobertura especial sobre os preparativos brasileiros, destacando que a Seleção terá seus jogos distribuídos em diferentes fusos horários dos Estados Unidos, o que exigirá planejamento logístico detalhado para adaptação física e mental dos atletas. A emissora carioca também tem acompañado de perto as Eliminatórias sul-americanas, que seguem em andamento e definirão quais outras nações do continente garantirão vaga na competição.
Portugal, por sua vez, vive um momento de transformação com a nova geração liderada por Cristiano Ronaldo — que aos 40 anos ainda demonstra níveis competitivos excepcionais no futebol árabe. A Seleção portuguesa, campeã europa em 2016, disputa as Eliminatórias com objetivo de garantir presença na fase de grupos. A broadcaster lusa RTP tem dedicado espaço significativo à cobertura do processo classificatório.
A estrutura dos grupos ainda está em fase de definição pelas Eliminatórias, mas previsões indicam que Brasil e Argentina devem figurar entre os cabeças de chave, dado o ranking histórico da FIFA. O formato de 12 grupos permite que mais nações do continente americano e africano tenham representatividade, mas também aumenta a competitividade das Eliminatórias sul-americanas, reconhecidas como uma das mais acirradas do mundo.
A expansão para 48 times também altera as estatísticas históricas de participação. Até 2022, o Brasil detinha o recorde de aparições em Copas do Mundo, com 22 edições consecutivas — uma sequência que começou em 1930 e nunca foi interrompida. Com a inclusão de mais Seleções, outras nações terão a oportunidade de estrear no cenário mundial, ampliando a diversidade geográfica do torneio.
Em termos de infraestrutura, os estádios norte-americanos oferecem capacidade média superior a 70 mil espectadores, com destaque para o AT&T Stadium, em Arlington, Texas, que pode receber mais de 90 mil torcedores. A NFL, liga de futebol americano dos Estados Unidos, compartilha alguns desses estádios com o futebol, criando uma sinergia entre os esportes que fortalece a estrutura do evento.
A antecipação também cresce entre os apostadores e torcedores brasileiros. Sites especializados relatam aumento significativo nas buscas por informações sobre datas, horários e locais dos jogos, especialmente aqueles que envolvem as Seleções sul-americanas. A diferença de fusos horários entre Brasil e as cidades-sede americanas — que varia de duas a cinco horas — influenciará diretamente os horários de transmissão, com jogos potencialmente marcados para manhãs ou tardes do horário brasileiro.
O legado desta edição também é tema de discussão. A FIFA espera que o torneio deixe infraestrutura esportiva renovada nos três países sede, com investimentos em estádios, centros de treinamento e infraestrutura de transporte. Para as Seleções sul-americanas, a proximidade geográfica com os Estados Unidos representa uma vantagem logística em comparação com as edições asiáticas e cataris.
À medida que as Eliminatórias avançam e a contagem regressiva se intensifica, o mundo do futebol aguarda uma edição que promete redefinir recordes, criar novas narrativas e consolidar o crescimento global do esporte. Com 104 jogos, 48 nações e três países organizando o maior evento esportivo do planeta, a Copa do Mundo de 2026 escreverá capítulos históricos que将成为ão lembrados por gerações — e o Brasil, como sempre, estará no centro dessa história.